O uso da inteligência artificial (IA) pode ser um aliado na expansão dos negócios, mas a adoção dessa tecnologia exige atenção, sobretudo em empresas de médio porte, que geralmente não contam com equipes dedicadas a práticas de governança digital. Especialistas em direito e proteção de dados alertam que a utilização de ferramentas baseadas em IA pode representar riscos jurídicos e gerar impactos financeiros e reputacionais. Os maiores desafios estão concentrados na violação de informações confidenciais, no uso de ferramentas pouco maduras e na falta de curadoria no tratamento de dados pessoais.
Um dos maiores desafios trazidos pelo uso da IA está relacionado a problemas no cumprimento da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), Lei n° 13.709. Antonielle Freitas, DPO (Data Protection Officer) do escritório Viseu Advogados e membro da Comissão Especial de Privacidade e Proteção de Dados da OAB/SP, diz que a situação mais crítica ocorre quando as empresas acabam adotando a IA antes de terem clareza sobre a finalidade dos dados utilizados e o grau de autonomia conferido à ferramenta. Outro problema comum em negócios desse segmento, na avaliação de Freitas, é a falta de transparência na atribuição das responsabilidades por decisões decorrentes do uso da IA e os limites de uso da tecnologia.
Fonte: Revista PEGN